03/04/08

E-commerce com pé no acelerador!

Eram apenas algumas poucas empresas se aventurando a vender pela Internet. Os raros consumidores on-line pagavam as compras com boleto bancário e ficavam esperando o CD ou um Livro chegar. O pedido chegava, na grande maioria dos casos, dentro do prazo estipulado pela loja, e, todos ficavam maravilhados com tamanha comodidade e praticidade.

Este parágrafo acima reflete a minha primeira compra on-line, e da maioria dos consumidores – que assim como eu – fizeram um teste comprando um produto de valor bem baixo, ou CD ou Livro, “pra ver qual é”.


Depois desse primeiro “teste” bem sucedido eu fiz a minha primeira compra grande, ainda pagando no boleto, e depois comecei a incentivar outras pessoas, e, até que tomei coragem pra usar o meu cartão de crédito e... Ufa! Nada aconteceu!


Tenho certeza que isso aconteceu comigo e quem sabe com alguns dos quase 10 milhões de consumidores on-line que existem no Brasil atualmente. Essa minha primeira compra ocorreu há quase 10 anos atrás quando existia meia dúzia de empresas vendendo pela Internet. Hoje, o cenário é completamente outro.

Alguns fatores contribuíram muito para o crescimento deste segmento, tais como:

- Grandes empresas varejistas que já existiam (fisicamente) entraram no segmento, e trouxeram muita credibilidade e segurança aos primeiros compradores;

- A segurança cada vez maior nas transações financeiras;

- Preços e condições mais atrativas que no varejo tradicional;

- Tempo de entrega cada vez mais rápido;

- Popularização da banda larga e do uso doméstico e no trabalho da Internet;

Dentre outros fatores que atraíram cada vez mais consumidores e mais empreendedores para um segmento que praticamente dobrava seu faturamento ano a ano.


Hoje o Comércio Eletrônico brasileiro é muito forte, com empresas grandes e organizadas, que buscam cada vez mais a excelência de atendimento, entrega e a satisfação de seus clientes. Aliado a isso, o conceito de buscadores e comparadores contribuiu muito para o fortalecimento que se vê atualmente.


E quem pensa que este segmento já está grande, e agora vai crescer mais devagar está bem enganado. Agora sim é que o Comércio Eletrônico tende a realmente deslanchar, com a entrada de novos players do varejo tradicional, crescimento exponencial de e-consumidores, e a proliferação de crédito para a Classe C via cartão de crédito, que manterão as taxas de crescimento deste setor em níveis bem elevados.


Certamente ainda há muito que conquistar, pois mesmo com todo esse crescimento, o varejo on-line ainda não representa nem 5% do valor total de faturamento do varejo tradicional. Mas não tenho dúvida, que todos esses fatores citados acima, e impulsionados por uma economia estável, este segmento seja um dos mais representativos no cenário econômico brasileiro a médio prazo. Por isso, E-commerce com pé no acelerador!

Este artigo foi escrito pelo autor do Blog, e está publicado também no www.sembrasil.com.br

26/03/08

Links Patrocinados: Custo X Benefício?

Quando Google e Yahoo iniciaram no Brasil a venda de Link Patrocinado, estes chegaram com o discurso de que esta era, uma mídia altamente direcionada e com um custo muito baixo.

Realmente a mídia (link patrocinado) mostrou-se ao longo do tempo ser altamente qualificada e indicada para diversas aplicações, e, também de ter a possibilidade de obter retorno completamente mensurável.

O que mudou muito foi o custo dessa mídia, e como o sistema é de leilão, muitas palavras, expressões, tiveram seus valores tão inflacionados, que hoje se tornaram impraticáveis.

Outro dia numa reunião com minha agência de SEM estávamos estudando algumas opções de palavras, e uma das categorias que gostaria de realizar uma ação, era a de Fogões. Entretanto, fui avisado que as palavras mais genéricas dessa campanha, que o nome de uma linha de produtos custava a bagatela de R$8,50 o CPC. Isso mesmo, exatamente R$8,50 por cada clique.

Como meu trabalho é praticamente gerar venda para as lojas de e-commerce que são meus clientes, fiz na minha cabeça uma continha rápida: A taxa de um comparador de preços para produtos com esse Ticket Médio é de aproximadamente 2,5%, ou seja, de cada 100 cliques que enviamos para as lojas virtuais, 2,5% deles revertem-se em compras. Isso é uma taxa super alta, devido ao valor do ticket, e, conseguida apenas devido ao posicionamento do comparador de preços.

Pegando a nossa mesma taxa e aplicando ao Google onde estava o valor de R$8,50 o clique, cheguei à conclusão que uma empresa que comprasse essa palavra gastaria em torno de R$340,00 pra gerar uma venda. Isso mesmo, R$340,00 pra gerar a venda de apenas um produto de Ticket Médio de mais ou menos R$800,00. Isso, usando a minha taxa de conversão de comparadores para esse produto, e pelo que sei, os buscadores têm uma taxa um pouco menor.

Aquelas mídias, que nasceram com o conceito de ser aplicada das pequenas às grandes empresam justamente devido ao custo baixo, está se mostrando impraticável em alguns casos, até mesmo para as grandes empresas, quem dirá para as pequenas.

Isto é claro, observando somente o lado de venda, sem levar em consideração aspectos institucionais da campanha, mas mesmo assim é muita coisa.

Pelo meu lado, parei de trabalhar com algumas palavras e expressões devido ao custo exagerado da mídia, e tenho certeza que muitos colegas estão fazendo o mesmo. Isso é ruim pra nós anunciantes, para o mercado de SEM, e para os veículos.

Acho que chegou a hora de se repensar alguns valores, e quem sabe o modelo de comercialização dos links patrocinados...

Este artigo foi escrito pelo autor do Blog, e está publicado também no www.sembrasil.com.br